Texto antigo, publicado originalmente na revista virtual Tsctsctsc em 2004.
Tudo pronto: o café sobre a mesa, as mãos sobre o teclado, um Hard-Rock antigo de fundo… Oito da manhã, os passaros cantando… MALDITO passarinho, atrapalhou o solo do Blackmore!!!!
Tem dias que a gente acorda, e parece que nada vai ser resolvido a nosso favor… Esse é o dia em que o PMV(Pelotão da má vontade) está de prontidão.
Após amargar numa longa fila(e após várias filas que ao final diziam: é no guichê X ou Y), pra pagar impostos, finalmente chega a sua vez. Você apresenta os documentos, o funcionário olha pra você, dá um sorriso irritante e diz:
- Isso aqui é no guichê ao lado.
Você olha o guichê ao lado, sem fila e sem atendente:
- Mas não tem ninguem lá!
- Claro que tem, eu cuido daquele guichê.
- Então você pode resolver isso pra mim
- Não, porque agora eu estou aqui.
PMV rides again!!! Esse caso aconteceu em São Paulo com um amigo meu e exemplifica muito bem que quando uma pessoa não quer trabalhar, não adianta. É lógico que a mão do camarada passou por aquele buraquinho redondo do vidro e pegou o cara pelo colarinho, o problema foi resolvido e ele voltou pra casa quase satisfeiro, mas que a situação é desagradável, ninguém nega.
Querem outro exemplo, de uma vertente diferente? Lá vai:
Liguei, pela manhã, pra um “faz-tudo” aqui da região, estou morando em Goiânia… A Odisséia Goianiense de um Paulistano! (Hum, isso dá assunto!) Bom, pedi ao “faz-tudo” que fizesse uns serviços de marcenaria e na instalação elêtrica de casa. Ele disse que passaria as 16 horas.
Já eram 18 horas, ou quase 19, e nada do cara aparecer! Liguei pro celular dele:
- Ah, é que tá muito calor, parei aqui no bar e tô tomando uma cervejinha…
Aham! Tá que eu iria deixar um bêbado mexer na minha fiação elétrica com a luz do sol esgotada!
A concorrência e a competição levam a excelência. Pois é, a falta delas levam a formar soldados do PMV!
Bom, quase 8h30, o passarinho foi embora, o CD tá quase no fim (que pena que esses álbuns antigos são tão curtos) e o café já desapareceu no segundo parágrafo. Acho que é hora de acabar esse texto, afinal, era pra ser só uma introdução.